Robôs: inteligência sem alma?

Não quero mais, cansei

Deste universo doente, triste, sem fim

A Terra, magnífica, deteriora-se

Culpa-se a tecnologia, contudo

Inteligências artificiais são criadas

Para que o amanhã seja próspero

 

Um futuro livre de males

Calos, abalos, pragas

Sim, esta é a proposta que

Cientistas, cegos pela razão

Oferecem para o mundo

Assim

Robôs são construídos

Robôs - inteligência sem alma

Máquinas sem rosto

Sem alma, sem coração

Feitas de lata, cabos e conexão.

São compostas pelos mesmos elementos

Que nós, seres humanos, somos compostos

Diferenças, que pouco importam,

Ou trazem desgosto?

 

Inteligentes, supermáquinas

Armazenamento de informação

Têm poder bélico? Esperamos que não

Sim, podem ser o futuro

Assim dizem os mais espertos

Porém a mídia, criou um mar

De mentiras, invenções e o medo

Foi instalado

 

Será que robôs realmente fazem o mau?

Será que não são a solução mundial?

Podem realmente curar a humanidade?

Ou será que, realmente, consumirão a realidade?

 

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A maçã, a janela e o pinguim

A maçã, a janela e o pinguim

Decidi comprar um computador e com as pessoas interagir

Eram várias opções e logo me perdi

Plataformas como Mac, a maçã; Windows, a janela; e Linux, o pinguim

Passaram a me confundir

Saí para respirar um ar, e em um banco

Sentei e comecei a divagar

E ao meu redor pesquisar

 

Vi uma grande maçã bem no centro da praça

Desejei-a porém com grande receio

Pois intacta ela estava, no lugar mais seguro que deitei meu olhos

Ademais, era prateada, deslumbrando suas formas

Caríssima, meu bolso pesava

Mas porquê? Por que estaria lá, sem muitas pessoas ao seu redor?

 

Ao seu lado vi uma simples casa, porém com uma janela cobiçada

Adultos, crianças e idosos nela apoiavam

Admiravam-na, mas seus aparentes defeitos logo descartavam

Pois era acessível, era vendida em todas as lojas

E as pessoas logo a compravam

 

Bem ao fundo, na montanha mais distante

Observei de onde estava

Um pinguim

Isolado, porém conectado, pois as pessoas

Ao verem sua solidão, sempre o ajudavam

E este ser preto e branco

Chamou minha atenção: oferecia seus filhos de graça

E os bebês se adaptavam aos nossos desejos

 

Uma maçã, uma janela ou um pinguim?

Qual eu iria comprar? Cada um tinha seus benefícios

E cada um suas dificuldades, que de qualquer forma

Me aguardavam

 

A maçã era brilhante em todos os seus aspectos

Seu custo era inacessível, porém, completo.

A janela era confortável, no entanto, mal acabada

Mas seu preço era bom, e minha mão no bolso coçava.

O pinguim era totalmente seguro, livre e adaptável,

Entretanto a compatibilidade de acessórios me preocupava.

 

Sabe o que decidi?

Que amanhã vou naquela loja comprar

O que melhor convém aos meu objetivos

E cada pessoa, tem o seu a traçar.

 

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