As palavras usadas por psicopatas podem revelar sua natureza predatória

17 de 0utubro de 2011 – Cornell University – Chronicle online – Por Bill Steele – link original: http://www.news.cornell.edu/stories/Oct11/psychopathWords.html

Para quem duvida das aplicações de Processamento da Linguagem Natural da área de Inteligência Artificial, dêem uma olhada nesta descoberta:

Um estudo novo de Cornell mostra que as análises de computador podem identificar os padrões de fala que os psicopatas tendem a usar. Criminosos psicopatas tendem a fazer escolhas de palavras identificáveis ​​quando falam de seus crimes, o estudo conclui. Suas palavras refletem suas personalidades, mostrando egoísmo e pouca sensibilidade em relação a seus crimes, segundo o relatório do professor Jeff Hancock e seus colegas da University of British Columbia, relato publicado edição online da revista Psicologia Legal e Criminológica.

A pesquisa pode levar a novas ferramentas para diagnóstico e tratamento, e talvez ter aplicações na aplicação da lei.

“Nosso artigo é o primeiro a mostrar que você pode usar ferramentas automatizadas para detectar os padrões de fala distintos de psicopatas”, declarou Hancock. Isto pode ser valioso para psicólogos clínicos, disse ele.

Os pesquisadores compararam histórias contadas por 14 presos psicopatas assassinos do sexo masculino com 38 assassinos condenados que não foram diagnosticados como psicopatas. Cada sujeito foi solicitado a descrever o seu crime em detalhes, as histórias foram gravadas, transcritas e submetidas a análise de computador.

Um psicopata, como descrito por psicólogos, não tem empatia com os sentimentos dos outros e não possui o sentimento de remorso. Psicopatas se comportam como se o mundo fosse para ser usado em seu benefício e utilizam a falsa emoção para manipular os outros.

Psicopatas utilizam mais conjunções como “porque”, “desde” ou “para que” na descriçãodo seu crime, dando a entender que o crime “tinha que ser feito” para obter um objetivo particular. Eles usaram o dobro de palavras relacionadas com as necessidades físicas, tais como comida, sexo ou dinheiro, enquanto os não-psicopatas usam mais palavras sobre as necessidades sociais, incluindo a família, religião e espiritualidade.

O co-autor Michael Woodworth, professor associado de psicologia na University of British Columbia, prefaciou o título do trabalho com o “Hungry Like the Wolf” para refletir o fato de que os psicopatas são predadores e que as suas histórias, muitas vezes incluíam detalhes do que eles tinham para comer no dia de seu crime.

Psicopatas também são mais propensos a usar o verbo no passado, sugerindo um destanciamento dos seus crimes. Eles tendiam a ser menos fluentes em seu discurso, usando mais “ums” e “uhs”. A razão exata para isso não está claro, mas os pesquisadores especulam que o psicopata estaria tentando dar uma impressão positiva e, por isso, precisa mais esforço mental para adequar a sua história.

Os pesquisadores advertem que sua análise se aplica apenas aos assassinos relacionados a história de seus próprios crimes, e sugerem mais estudos de padrões de fala em situações mais neutras, como contar uma história de casos passados ou descrever um incidente mostrado a eles em vídeo.

“Essas descobertas sobre o as palavras usadas por psicopatas começa a abrir a janela para a mente do psicopata, o que nos permite inferir que a visão do psicopata mundo é fundamentalmente diferente do resto da espécie humana”, concluíram os pesquisadores.

A pesquisa foi apoiada pela National Science Foundation e pelo Conselho de Pesquisa de Ciências Sociais e Humanas canadense.